Não ponha o nome de Gilda
na sua filha, coitada,
Se tem filha pra nascer
Ou filha pra batisar.
Minha mãe se chama Gilda,
Não se casou com meu pai.
Sempre lhe sobra desgraça,
Não tem tempo de escolher.
Também eu me chamo Gilda,
E, pra dizer a verdade
Sou pouco mais infeliz.
Sou menos do que mulher,
Sou uma mulher qualquer.
Ando à-toa pelo mundo.
Sem força pra me matar.
Minha filha é também Gilda,
Pro costume não perder
É casada com o espelho
E amigada com o José.
Qualquer dia Gilda foge
Ou se mata em Paquetá
Com José ou sem José.
Já comprei lenço de renda
Pra chorar com mais apuro
E aos jornais telefonei.
Se Gilda enfim não morrer,
Se Gilda tiver uma filha
Não põe o nome de Gilda,
Na menina, que não deixo.
Quem ganha o nome de Gilda
Vira Gilda sem querer.
Não ponha o nome de Gilda
No corpo de uma mulher.
Tayná Andrade
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Para saber um pouco mais
Um pouco sobre a vida de Pero Vaz de Caminha, escritor da "Carta":
Pero Vaz de Caminha (Galaico-português: Pero Uaaz de Camjnha; Porto, Portugal, 1450 — Calecute, Índia, 15 de Dezembro de 1500), às vezes popularmente chamado de Pedro Vaz de Caminha, foi um escritor português que se notabilizou nas funções de escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral.
Era filho de Vasco Fernandes de Caminha, cavaleiro do duque de Bragança. Seus ancestrais seriam os antigos povoadores de Neiva à época do reinado de D. Fernando (1367-1383).
Letrado, Pero Vaz foi cavaleiro das casas de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I (1495-1521). Pai e filho, para melhor desempenhar seus cargos, precisavam exercitar a prática e desenvolver o conhecimento da escrita, distinguindo-se a serviço dos monarcas.
Teria participado da batalha de Toro (2 de Março de 1475). Em 1476 herdou do pai o cargo de mestre da balança da Casa da Moeda, um cargo equivalente ao de escrivão e tesoureiro, posição de responsabilidade em sua época. Em 1497 foi escolhido para redigir, na qualidade de Vereador, os Capítulos da Câmara Municipal do Porto, a serem apresentados às Cortes de Lisboa. Afirma-se que D. Manuel I, que o nomeou para o cargo no Porto, lhe tinha afeição.
Em 1500, foi nomeado escrivão da feitoria a ser erguida em Calecute, na Índia, razão pela qual se encontrava na nau capitânia da armada de Pedro Álvares Cabral em Abril daquele mesmo ano, quando a mesma descobriu o Brasil. Caminha eternizou-se como o autor da carta, datada de 1 de Maio, ao soberano, um dos três únicos testemunhos desse achamento (os outros dois são a Relação do Piloto Anônimo e a Carta do Mestre João Faras).
Mais conhecido dentre os três, a Carta de Pero Vaz de Caminha é considerada a certidão de nascimento do Brasil embora, dado o segredo com que Portugal sempre envolveu relatos sobre sua descoberta, só fosse publicada no século XIX, pelo Padre Manuel Aires de Casal em sua "Corografia Brasílica", Imprensa Régia, Rio de Janeiro, 1817. O texto de Mestre João demoraria mais ainda: veio à luz em 1843 na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e isso graças aos esforços do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen.
Tradicionalmente se aceita que Caminha pereceu em combate durante o ataque muçulmano à feitoria de Calecute, em construção, no final de 1500.
Caminha desposou D. Catarina Vaz, com quem teve, pelo menos, uma filha, Isabel.
-
Thayná Rezende
Pero Vaz de Caminha (Galaico-português: Pero Uaaz de Camjnha; Porto, Portugal, 1450 — Calecute, Índia, 15 de Dezembro de 1500), às vezes popularmente chamado de Pedro Vaz de Caminha, foi um escritor português que se notabilizou nas funções de escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral.
Era filho de Vasco Fernandes de Caminha, cavaleiro do duque de Bragança. Seus ancestrais seriam os antigos povoadores de Neiva à época do reinado de D. Fernando (1367-1383).
Letrado, Pero Vaz foi cavaleiro das casas de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I (1495-1521). Pai e filho, para melhor desempenhar seus cargos, precisavam exercitar a prática e desenvolver o conhecimento da escrita, distinguindo-se a serviço dos monarcas.
Teria participado da batalha de Toro (2 de Março de 1475). Em 1476 herdou do pai o cargo de mestre da balança da Casa da Moeda, um cargo equivalente ao de escrivão e tesoureiro, posição de responsabilidade em sua época. Em 1497 foi escolhido para redigir, na qualidade de Vereador, os Capítulos da Câmara Municipal do Porto, a serem apresentados às Cortes de Lisboa. Afirma-se que D. Manuel I, que o nomeou para o cargo no Porto, lhe tinha afeição.
Em 1500, foi nomeado escrivão da feitoria a ser erguida em Calecute, na Índia, razão pela qual se encontrava na nau capitânia da armada de Pedro Álvares Cabral em Abril daquele mesmo ano, quando a mesma descobriu o Brasil. Caminha eternizou-se como o autor da carta, datada de 1 de Maio, ao soberano, um dos três únicos testemunhos desse achamento (os outros dois são a Relação do Piloto Anônimo e a Carta do Mestre João Faras).
Mais conhecido dentre os três, a Carta de Pero Vaz de Caminha é considerada a certidão de nascimento do Brasil embora, dado o segredo com que Portugal sempre envolveu relatos sobre sua descoberta, só fosse publicada no século XIX, pelo Padre Manuel Aires de Casal em sua "Corografia Brasílica", Imprensa Régia, Rio de Janeiro, 1817. O texto de Mestre João demoraria mais ainda: veio à luz em 1843 na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e isso graças aos esforços do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen.
Tradicionalmente se aceita que Caminha pereceu em combate durante o ataque muçulmano à feitoria de Calecute, em construção, no final de 1500.
Caminha desposou D. Catarina Vaz, com quem teve, pelo menos, uma filha, Isabel.
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Thayná Rezende
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Quinhentismo - Literatura de Informação
O Quinhentismo corresponde a qualquer tipo de literatura produzida sobre o Brasil no século XVI. Uma das formas de representação dessa literatura é a literatura de informação:
Caráter literário
Dada sua finalidade principalmente informativa, a linguagem dos textos do século XVI, em geral, não admite metáforas nem outros artifícios estéticos. Entretanto, o caráter narrativo da maioria das obras e a capacidade imaginativa dos autores contribuem para fazê-los superar os relatórios burocráticos ou científicos.
Estilo e deslumbramento
No que se refere à linguagem, podem-se encontrar nos textos do século XVI preocupações estilísticas semelhantes às dos prosadores portugueses do mesmo período. Assim, as características estilísticas se unem à criatividade e às manifestações de emoção dos autores, modificando o caráter informativo/utilitário dos textos revelando valores artísticos e literários. Esses valores são reforçados na medida em que os textos apresentam particularmente o deslumbramento e o entusiasmo do europeu diante da natureza exuberante dos Trópicos.
Influência sobre romantismo e modernismo
Os textos da literatura informativa também repercutiram em muitos autores brasileiros dos séculos posteriores. Em meados do século XIX, num momento histórico marcado pela necessidade de afirmar a nacionalidade recém-adquirida, os escritores do Romantismo, como Gonçalves Dias e José de Alencar vão pesquisar as origens do país nos textos quinhentistas. Deles extraem a imagem do índio que utilizarão como personagem-símbolo da nacionalidade.
A primeira geração do Modernismo vai se debruçar sobre os textos do século 16 para propor uma nova noção de nacionalismo, que questionava satiricamente os padrões culturais europeus seguidos no Brasil. A carta de Pero Vaz de Caminha é ironizada no capítulo 9 (Carta prás Icamiabas) do "Macunaíma", de Mário de Andrade.
A primeira geração do Modernismo vai se debruçar sobre os textos do século 16 para propor uma nova noção de nacionalismo, que questionava satiricamente os padrões culturais europeus seguidos no Brasil. A carta de Pero Vaz de Caminha é ironizada no capítulo 9 (Carta prás Icamiabas) do "Macunaíma", de Mário de Andrade.
Principais autores e obras
Assim, pode-se afirmar que os textos do século XVI apresentam interesse literário:por servir de inspiração à literatura brasileira de épocas posteriores.
Os estudos de literatura brasileira consideram como seu objeto somente os textos escritos em português. Em sua "História Concisa da Literatura Brasileira", o professor Alfredo Bosi aponta os cinco autores e obras mais significativas do século XVI. São eles
Os estudos de literatura brasileira consideram como seu objeto somente os textos escritos em português. Em sua "História Concisa da Literatura Brasileira", o professor Alfredo Bosi aponta os cinco autores e obras mais significativas do século XVI. São eles
Para completar o quadro da literatura brasileira no século XVI, porém, não se pode deixar de olhar com mais atenção para as obra do padre José de Anchieta que, paralelamente ao trabalho religioso, desenvolveu uma constante atividade literária. Escreveu numerosos autos teatrais com finalidade de catequese, e uma grande quantidade de poemas, em português, espanhol, tupi e latim, cujos méritos artísticos são reconhecidos pela crítica literária. Além disso, publicou um estudo linguístico intitulado "Arte da Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil" (1595).

Beijos, Camyla Rolim
Quinhentismo No Brasil
Como vimos na aula de hoje o Quinhentismo, fase da literatura brasileira do século XVI, tem este nome pelo fato das manifestações literárias se iniciarem no ano de 1500, época da colonização portuguesa no Brasil. A literatura brasileira, na verdade, ainda não tinha sua identidade, a qual foi sendo formada sob a influência da literatura portuguesa e europeia em geral. Logo, não havia produção literária ligada diretamente ao povo brasileiro, mas sim obras no Brasil que davam significação aos europeus.
As duas manifestações literárias do Quinhentismo brasileiro foram a literatura informativa e a literatura dos jesuítas.
• Literatura Informativa
Também chamada de literatura dos viajantes ou dos cronistas, reflexo das Grandes Navegações, empenha-se
em fazer um levantamento da “terra nova”: sua flora, sua fauna, sua gente. De caráter descritivo, esses
documentos são a única fonte de informação sobre o Brasil do século XVI. A principal característica dessa
informação é a exaltação da terra, resultado do assombro do homem europeu saído do mundo temperado ao se defrontar com um mundo tropical, totalmente diferente, novo, exótico. Com relação à linguagem, o louvor à terra transparece no uso exagerado de adjetivos, quase sempre empregados no superlativo.
• Literatura dos jesuítas
O melhor da produção literária do Quinhentismo, do ponto de vista estético, surge na segunda metade do século XVI, com a chegada dos padres jesuítas. Seus textos, com forte traço da cultura medieval, representam manifestações de uma literatura mais organizada, seja pela cultura dos membros da Companhia de Jesus, seja pelo cultivo de gêneros como a poesia e o teatro. Refletindo o momento religioso da Contra-Reforma, é uma literatura de cunho pedagógico, voltada ao trabalho de catequese.
Beijos, Tainá Rolim
domingo, 13 de novembro de 2011
Amor Platônico
Em "Os Lusíadas" é possível ver claramente o amor platônico, assim como no clacissismo, conteúdo que vem sendo abordado neste 4° bimestre.
Mas... O que é o amor platônico?
Você já sentiu esse tipo de amor? Já o conhecia? O que acha dele?
Beijos, Priscila.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Os Lusiadas - Algo a mais
Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões é considerado o maior poema épico da lingua portuguesa. Foi puplicado em 1572 e narra os feitos heróicos dos portugueses, as glórias dos navegadores, os reis do passado, em outras palavras, a história de Portugal
Elementos
Os elementos de uma epopeia são quatro: AÇÃO (o assunto no seu desenvolvimento), PERSONAGEM/HERÓI (o agente principal/actante-sujeito), MARAVILHOSO (intervenção de seres superiores), FORMA (forma natural de literatura, estrutura versificatória).
Na obra "Os Lusíadas", e em obediência às regras acima enunciadas, encontramos os seguintes elementos:
• Ação: viagem marítima de Vasco da Gama à Índia
• Herói : não é Vasco da Gama, mas sim todo povo português, representado simbolicamente na figura de, Vasco da Gama
• Maravilhoso
Cristão: intervenção do Deus dos Cristãos
Pagão : intervenção das divindades da mitologia
Céltico ou mágico : intervenção da feitiçaria, da magia, de crenças populares
• Forma - Narrativa
Os Lusíadas é constituído de dez cantos, somando 1102 estrofes em oitava-rima(ABABABCC). Ao todo são 8816 versos decassílabos.
Partes da Epopeia
De acordo com as regras do género, a epopeia clássica estrutura-se em três partes obrigatórias: Proposição (apresentação do assunto), Invocação (súplica da inspiração) e Narração (desenvolvimento do assunto). Pode incluir uma parte facultativa, a Dedicatória (oferecimento da obra). Na Narração, é possível encontrar o Epílogo (fechamento da epopeia) com a consagração dos heróis.
"Os Lusíadas", na sua estrutura interna, possui:
• A Proposição (Canto I, estâncias 1 a 3) onde o Poeta indica aquilo que se propõe cantar.
• As Invocações :
- 1.ª (Canto I, estâncias 4 e 5) - súplica às Tágides (ninfas do Tejo) para que o ajudem na organização do poema e lhe deem inspiração para cantar os feitos heroicos lusitanos;
- 2.ª (Canto III, estâncias. 1 e 2) - súplica a Calíope, porque estão em causa os mais importantes feitos lusíadas;
- 3.ª (Canto VII, estâncias. 78 a 87) - súplica às ninfas do Tejo e do Mondego, queixando-se dos seus infortúnios;
- 4.ª (Canto X, estâncias. 8 e 9) - novo pedido a Calíope para que o inspire para terminar a obra.
• A Dedicatória (Canto I, estâncias 6 a 18), com o oferecimento do poema a D. Sebastião.
• A Narração (a partir do Canto I, estâncias 19 e seguintes), iniciada quando a frota se encontra no Canal de Moçambique. Tem momentos retrospetivos (da história de Portugal e da viagem), momentos prospetivos (sonhos, presságios, profecias) e Epílogo (regresso dos nautas incluindo o episódio da Ilha dos Amores).
Beijos, Tainá Rolim
Elementos
Os elementos de uma epopeia são quatro: AÇÃO (o assunto no seu desenvolvimento), PERSONAGEM/HERÓI (o agente principal/actante-sujeito), MARAVILHOSO (intervenção de seres superiores), FORMA (forma natural de literatura, estrutura versificatória).
Na obra "Os Lusíadas", e em obediência às regras acima enunciadas, encontramos os seguintes elementos:
• Ação: viagem marítima de Vasco da Gama à Índia
• Herói : não é Vasco da Gama, mas sim todo povo português, representado simbolicamente na figura de, Vasco da Gama
• Maravilhoso
Cristão: intervenção do Deus dos Cristãos
Pagão : intervenção das divindades da mitologia
Céltico ou mágico : intervenção da feitiçaria, da magia, de crenças populares
• Forma - Narrativa
Os Lusíadas é constituído de dez cantos, somando 1102 estrofes em oitava-rima(ABABABCC). Ao todo são 8816 versos decassílabos.
Partes da Epopeia
De acordo com as regras do género, a epopeia clássica estrutura-se em três partes obrigatórias: Proposição (apresentação do assunto), Invocação (súplica da inspiração) e Narração (desenvolvimento do assunto). Pode incluir uma parte facultativa, a Dedicatória (oferecimento da obra). Na Narração, é possível encontrar o Epílogo (fechamento da epopeia) com a consagração dos heróis.
"Os Lusíadas", na sua estrutura interna, possui:
• A Proposição (Canto I, estâncias 1 a 3) onde o Poeta indica aquilo que se propõe cantar.
• As Invocações :
- 1.ª (Canto I, estâncias 4 e 5) - súplica às Tágides (ninfas do Tejo) para que o ajudem na organização do poema e lhe deem inspiração para cantar os feitos heroicos lusitanos;
- 2.ª (Canto III, estâncias. 1 e 2) - súplica a Calíope, porque estão em causa os mais importantes feitos lusíadas;
- 3.ª (Canto VII, estâncias. 78 a 87) - súplica às ninfas do Tejo e do Mondego, queixando-se dos seus infortúnios;
- 4.ª (Canto X, estâncias. 8 e 9) - novo pedido a Calíope para que o inspire para terminar a obra.
• A Dedicatória (Canto I, estâncias 6 a 18), com o oferecimento do poema a D. Sebastião.
• A Narração (a partir do Canto I, estâncias 19 e seguintes), iniciada quando a frota se encontra no Canal de Moçambique. Tem momentos retrospetivos (da história de Portugal e da viagem), momentos prospetivos (sonhos, presságios, profecias) e Epílogo (regresso dos nautas incluindo o episódio da Ilha dos Amores).
Beijos, Tainá Rolim
Luiz de Camões - Vida e Obras
Segue abaixo, um video que conta de forma resumida a vida e as obras de Camões. Se você ainda não conhece, não deixe de ver o vídeo!
Espero que tenha ajudado vocês a entender um pouco mais sobre o célebre poeta português!
Beijos, Camyla Rolim
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